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UBC publica texto autoral de Luan Santana: “Navegar continua preciso. E eu rumo ao futuro”

Quem segue o Luan Santana nas redes sociais sabe que ele adora compartilhar textos autorais com seus fãs. A pedidos da equipe da União Brasileira de Compositores, o cantor escreveu um texto sobre desafios, dores e delícias de fazer música na era digital, que foi publicado no site da revista.

Confira!

Navegar continua preciso. E eu rumo ao futuro

Há pouco mais de 500 anos, NAVEGAR era preciso. Hoje, NAVEGAR continua o verbo da vez.  Numa era em que a internet nos conecta com o mundo, descobrir pessoas, lugares e produtos que atendam ao seu universo é o que me fascina. Viajo toda semana e conheço cada palmo deste chão (como diz a música). A música, sempre ela… A música é o meu produto, é a minha embarcação para levar o que penso e sou a cada um dos meus fãs, para alcançar o meu objetivo.

Para isso, sou multiplataforma, sim, assumido. Falo com o meu público em todas as plataformas possíveis. Em dez anos de carreira, somando todas as redes, tenho cerca de 50 milhões de seguidores e 32 hits (primeiro lugar) nas rádios. O perfil do meu público tem uma característica que se destaca: de 18 a 35 anos. Isso me leva a crer que muita gente cresceu ouvindo Luan Santana. E eu cresci com muitos deles, cresci e amadureci, na imagem e no som. E, voltando a cada canto do Brasil, eu viajo de Norte a Sul por este país continental que tem um sotaque para cada canto, uma herança cultural, religiosa e ritmos típicos de cada lugar. Mas a minha música é a mesma, o que eu quero falar e atingir é a minha verdade. Eu sou o mesmo Luan Santana da hora em que acordo à hora em que subo no palco ou àquela em que volto para o hotel para dormir. Ou quando cruzo os ares e retorno para casa ou vou até outra cidade tão diferente como a anterior. A relação fã/artista é sinônimo de identificação. E a identificação nasce do engajamento que você cria com a sua própria marca.

Eu não faço apologia à bebida alcoólica, eu não brinco com a figura feminina de forma pejorativa. Eu brinco com a alegria, com a diversão, com o comprometimento… Eu falo de sentimentos, de amor, de desejo, de paixão, de olhares… O sentir, o sensorial, é o que nos remete a tantos mundos.

Para conquistar, impor é a pior saída. Você tem de conhecer o perfil do seu público, conversar com os seus fãs. Precisa se conhecer, saber o que vai oferecer. Sendo você mesmo, conquista o diferente. No ano passado, em uma ação de marketing para a Snickers, eu “buguei” a internet ao dizer que passaria a me dedicar ao heavy metal. A galera do gênero me acolheu, pintou convite, os fãs do gênero me aceitaram, e até criou-se um tipo de frustração quando o mistério foi revelado: eu estava apenas perdidão de fome.

Vale expor aqui também que, nas cinco quartas-feiras de agosto de 2017, mostrei minha versatilidade musical  no palco do Multishow, no programa “Canta, Luan”, e foi uma atração em multiplataforma, na TV, no Youtube e nas redes sociais. Em cada episódio, dividi cena com artistas de outros gêneros. Cantei com Caetano Veloso, Ivete Sangalo, Thiaguinho, Alcione, Falamansa, Ludmilla, Nego do Borel e Dinho Ouro Preto, para citar alguns.

É misturar gêneros? Não apenas. É mostrar o que sou. É alcançar público, é conquistar o diferente.

Em uma campanha da Shell, a Make the future, ao lado de quatro artistas (cada um representando um continente), participei de uma ação social, que tem por finalidade encontrar soluções de energia limpa e sustentável para o planeta. No lançamento, fiz um show no Morro Santa Marta, no Rio, e ainda recebi duas participantes da ação, a nigeriana Yemi Alade e a inglesa Pixie Lott. Simbolicamente, se a música faz com que a gente lide com energia, com a troca de energia entre público e artista, meu foi usar a minha imagem a ajudar o projeto. Quero associar a minha imagem com uma ação que busque o social.

Humanizar em toda e qualquer situação é o que vale neste mundo virtual. O que o mercado tem de descobrir é que, no mundo virtual, a conexão é o que nos une e nos torna reais. Não somos robôs, temos sentimentos. Aí está o segredo da conexão: ter uma linha de comunicação que fale direto, sem rodeios, com objetivos concretos, com identificação com o consumidor que você quer atingir.

Para uma das minhas novas músicas, “Acertou a Mão”, cortei os cabelos durante um clipe gravado na Colômbia. Além de todo o romantismo da música e do lugar, quis usar uma plataforma de comunicação para conscientizar as mulheres. Doei os cabelos para uma instituição e, junto com o programa Caldeirão do Huck, quis contribuir com a campanha mundial Outubro Rosa.

Não tenha medo de ser um produto em que você mesmo assina embaixo. A minha marca tem identidade e visa aos meus. Como dizia o Eterno Guerreiro Chacrinha: “quem não se comunica, se trumbica.” Eu tenho muito a navegar, e muitas plataformas me esperam. Espero cruzar com muitas marcas em cada porto em que me sentir seguro.

Por: Luan Santana

Do União Brasileira de Compositores
Edição: News Luan Santana

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