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Luan Santana revela o segredo para o sucesso: “Amor na frente de tudo, acho que isso é a receita”
Publicado 13 de setembro às 15:11h

news-iLuan Santana volta a se apresentar em Jaraguá do Sul, Santa Catarina, no próximo dia 24. Em entrevista ao jornal O Correio do Povo, o cantor falou sobre sua apresentação na cidade e fez uma analise sobre o segredo para o sucesso. Eu coloco amor na frente de tudo e acho que isso é a receita. A gente lida com a emoção, tenho o prazer de cantar com uma missão divina de tentar tocar o coração das pessoas”.

Confira agora a entrevista completa:

O Luan Santana que surgiu há cerca de nove anos é muito diferente do atual. Houve um amadurecimento tanto em suas músicas quanto em seu estilo. Como observa sua carreira até então e o que projeta para o futuro?

Eu amadureci, hoje sou um homem na imagem e no som. E é óbvio, natural, mesmo, que o trabalho siga a minha realidade, minha identidade. Mas com a essência de sempre, que é a mesma, a do romantismo. O meu público cresceu comigo, também amadureceu. Percebo em meus shows que tem pessoas de todas as idades. Canto para todos, quero que a minha música toque o coração das pessoas. Não gosto de rótulos, porque não sou um produto criado, sou um cantor, tenho a música na alma.

Qual você acredita ser o segredo para continuar fazendo músicas que caem no gosto do público e, ao mesmo tempo, são inovadoras e com qualidade?

Não tem segredo. Eu coloco amor na frente de tudo e acho que isso é a receita. A gente lida com a emoção, tenho o prazer de cantar com uma missão divina de tentar tocar o coração das pessoas, levando alegria, entretenimento.

Quais são as suas influências, dentro e fora do sertanejo?

No sertanejo, Zezé Di Camargo e Luciano. Nasci em Campo Grande, em uma terra onde a moda de viola é canção de ninar. Cresci ouvindo Zezé Di Camargo e Luciano. Aos três anos, ganhei um violão e comecei a tocar, a primeira música que cantei foi “Muda de Vida”, que é da dupla. Não existe indução para vocação. Creio que tudo acontece naturalmente e porque você têm parâmetros para tudo o que capta do mundo exterior. Fora do sertanejo, Justin Timberlake porque ele é um artista completo, canta, dança, toca, interpreta.

Em meio à correria da vida de cantor, como encontra tempo para se inspirar, compor, atender fãs e, claro, viver a sua vida?

A rotina é puxada, muitos shows, compromissos. Cada hora estou em um lugar, e em hotéis diferentes; aliás, a pior solidão é aquela do quarto de hotel. Você sai do meio de uma multidão, de uma adrenalina fora de série, de lidar com a troca de energia entre você e o seu público e, de repente, se depara entre quatro paredes. Entre quatro paredes de um canto que não é seu. Não é a sua casa, não tem o seu jeito. Sabe aquela história? O preço da fama! A fama não tem preço. Tem valor. O valor da conquista tem os seus prós e contras como todo trabalho. E isso é bom, é resultado de uma carreira reconhecida. Claro que tem dia em que tenho necessidade de ficar um pouco distante de tudo o que cerca esta agitada vida. É aí que busco as férias e vou curtir pescaria com a família, praia, viajar.

Qual você acredita ser o maior desafio no cenário musical atual?

Sem dúvidas a renovação. É preciso sempre se renovar, trazer novidades. O público gosta disso. De ser surpreendido.

O que você pode falar sobre o novo trabalho que está fazendo, em homenagem às mulheres?

Foi uma ideia minha. Pego muitas referências, sou muito ligado no que acontece no mundo. O tema feminino veio a partir do que eu observei sobre a luta atual das mulheres. Juntou tudo o que eu estava vivendo e vendo nos veículos e mídias sociais. Queria um título “enigmático” para o álbum, que tivesse uma história. Peguei a referência da Beyoncé, que chamou o disco dela de ‘limonada’ (em inglês, Lemonade) porque era o que diziam que os negros nos EUA tomavam para ficarem brancos. Achei triste, e de uma genialidade. Falei: vou chamar de 1977, ninguém vai entender nada, e eu vou ter que explicar.

O que preparou para a apresentação em Jaraguá do Sul?

Muitas surpresas. É um show interativo, em que o público participa mais. Só vendo para entender. Vai ter uma grua, em que num determinado momento eu canto e vou ficando mais perto do público, a grua se movimenta, levanta e chega a ir até o meio da plateia. O repertório traz grandes hits e faz uma viagem no tempo, no início de minha carreira, tem também uma versão eletrônica de “Chuva de arroz”.

Do News Luan Santana & Correio do Povo

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